Serra da Canastra

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Criado em 1972, o Parque Nacional da Serra da Canastra tem uma área de 197.797 ha e está localizado no Bioma Cerrado, na divisa entre três importantes regiões do estado de Minas Gerais: Alto Paranaíba, Centro-Oeste de Minas e Sul de Minas. Abrange os municípios de Capitólio, Delfinópolis, Sacramento, São João Batista do Glória, São Roque de Minas e Vargem Bonita. De sua área total, 71.525 ha já estão regularizados fundiariamente, e o restante ainda é formado por propriedades particulares.

O relevo acidentado e a vegetação rasteira produzem uma paisagem única, com grandes vistas panorâmicas e muitas cachoeiras que favorecem também a observação de animais silvestres, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o veado-campeiro e o pato-mergulhão.

O grande objetivo da criação do Parque foi a proteção das nascentes do Rio São Francisco, o curso d'água mais conhecido que brota no chapadão em forma de baú ou canastra. A Serra da Canastra é uma espécie de berçário de rios situado bem no divisor de duas bacias hidrográficas: a do rio Paraná e a do rio São Francisco.

Cachoeira do Fundão © Alessandro Abdala Fotografia

Neste vasto território você ainda vai encontrar pessoas especials, comidas e sabores inigualáveis, estórias fantásticas carregadas de mitos e originalidade. Aqui encontramos a realidade do que Adélia Prado chamou de espírito montanhês do mineiro. Ao menos um clássico deste diamante que em Minas tem interpretações não menos inusitadas como as de Guimarães Rosa, mas que concentra na alma a pureza do mesmo homem.

Assim é a Serra da Canastra, cultura, folclore, arte e natureza convivem em um espaço onde o tempo parece passar mais devagar. A sensação de cruzar o chapadão da Azagaia e contemplar a imensidão dos campos rupestres nos remete a uma era primitiva, quando a interferência do homem ainda era mínima e a vida selvagem reinava livre e soberana. Este santuário ainda é um dos poucos redutos no país que guarda tesouros raríssimos como o mundialmente ameaçado Pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) uma ave extremamente sensível às alterações ambientais e que encontra nas águas encachoeiradas do São Francisco as condições necessárias para a perpetuação de sua espécie, hoje, estimada em torno de 200 indivíduos em todo o mundo.

Com um pouco de sorte, podemos vislumbrar ainda espécies como o imponente mocho-dos-banhados (Asio flameus) um tipo de coruja de porte grande e imponente, com pouquíssimas ocorrências registradas em território brasileiro e que ocorre nas planícies descampadas dos chapadões, na parte alta da Serra da Canastra, onde caça presas como pequenos roedores e répteis.

A possibilidade de encontrar espécies de aves raras como o galito (Alectrurus tricolor), a bandoleta (Cypsnagra hirundinacea), de avistar animais como o Veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus) e o Tamanduá-bandeira (Mymercophaga tridáctila) aliadas a cultura preservada pela gente autêntica que vive nas ecostas da serra, fazem do Parque Nacional da Serra da Canastra um genuíno santuário natural e cultural brasileiro.

O Parque Nacional da Serra da Canastra seria a última cidadela do Brasil central a preservar criaturas maravilhosas em comunhão com o ambiente preservado e protegido. Promessa de esperança no futuro e na eterna luta do homem para preservar a sua cultura, a fauna, flora e as tradições imateriais que permitem a existência de seres fantásticos como os vales e as montanhas encantadas da serra da canastra.

Agende um passeio e conheça a serra da canastra!