Fotografando o tatu-peba

Neste domingo visitei uma área de cerrado próxima a Fazenda Mumbuca, município de Sacramento MG, onde reside meu irmão Leandro.

Fotografei aves e plantas típicas do cerrado, mas o melhor do dia ficou por conta do encontro com uma simpática fêmea de tatu-peba (Euphractus sexcinctus). O tatu-peba é uma das onze espécies de tatu que ocorrem em terrítorio brasileiro. Animal solitário, ocupa campos, cerrados e bordas de floresta onde escava túneis para se esconder. Ao contrário de muitas outras espécies de tatus, esta freqüentemente reutiliza suas tocas. O tatu-peba tem a visão relativamente pouco desenvolvida, mas possui um bom olfato. Ao perceber a minha presença, ele logo tratou de correr e se esconder em uma toca próxima.

Para fazer a foto, posicionei-me rente ao chão, e permaneci deitado atrás de um cupim.

Em fotografia de natureza, é sempre melhor você se colocar no mesmo plano em que o motivo fotografado, assim a foto fica invariavelmente melhor. Fotos tiradas de cima pra baixo passam aquela idéia amadora, de quem que não quis se esforçar muito para fazer a foto, simplesmente enquadrou a primeira cena que viu e bateu a foto. Ficando na altura do chão você também melhora o plano de fundo, que fica distante e mais homogêneo, além de conferir uma atmosfera de maior intimidade à fotografia.

Deitado no chão, você se apresenta menos ameaçador, os bichos ficam menos desconfiados e aos poucos vão se aproximando. Foi o que aconteceu, deitado escondido atrás do cumpim esperei por alguns minutos, até que o tatu calmamente foi saindo da toca e veio se aproximando, permitindo ótimos cliques.

Fica portanto a dica, em fotografia de natureza não basta ter a sorte de encontrar o animal pretendido. É preciso muita paciência e alguns macetes para capturar imagens realmente inspiradoras.

Fotografando o tatu-peba
Fotografando o tatu-peba
Fotografando o tatu-peba