Cobras pelo caminho

Em minhas andanças em busca de imagens de natureza as vezes acabo me deparando com algumas serpentes. Hoje mesmo, ao fotografar um bem-te-vi-rajado (Myiodynastes maculatus) acabei levando um baita susto quando percebi pendurada em uma árvore, a alguns palmos do meu pescoço, uma enorme e assustadora víbora, que depois de me refazer do susto, e examiná-la com mais calma, constatei tratar-se de uma inofensiva jibóia (Boa constrictor).

Mas embora a jibóia não seja uma serpente venenosa e com sua índole fleumática não ofereça perigo algum ao ser humano, já me deparei com répteis bem mais agressivos e ameaçadores.

Recentemente fotografei uma espécie de jararaca, que diferente de suas congêneres, ocorre em áreas secas de cerrado e acredito que se trate da espécie Brothops pauloensis. A jararaca é uma cobra extremamente agressiva e responsável pela maior parte dos acidentes com ofídios no Brasil.

Outra figurinha sempre presente na região é a temida cascavel (Crotalus terrificus) que embora seja de temperamento um pouco mais paciente que a jararaca, possui um veneno poderosíssimo que afeta o sistema nervoso de suas vítimas, podendo facilmente levar uma pessoa a morte.

Portanto fica a dica, a fotografia de natureza, principalmente de aves, acaba nos expondo ao ambiente onde vivem serpentes e outros animais peçonhentos. Andar com cuidado na mata e ter os olhos atentos não somente nas aves, mas também no local onde pisamos é a melhor maneira de se previnir de possíveis acidentes.

Ao encontrar uma serpente, não entre em pânico, nem faça movimentos bruscos, lembre-se: somos nós que estamos invadindo o ambiente delas, apenas afaste-se calmamente, respeitando o espaço do animal.

O uso de perneiras também é uma boa dica para garantir mais segurança, são práticas, baratas e podem ser encontradas em qualquer casa agropecuária.

Cobras pelo caminho
Cobras pelo caminho
Cobras pelo caminho
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