Blog de Alessandro Abdala
Passarinhando com Flavia e Mônica - Parte II
Enviado por admin, sex, 25/01/2013 - 09:25Saiu mais um vídeo da expedição com as fotógrafas Flavia Costa e Mônica Leme.
O filme faz um resumo do primeiro dia de viagem, e mostra as espécies filmadas/fotografadas da cidade de Sacramento até a pousada Portal da Canastra, na entrada do Parque Nacional, passando pelo histórico povoado de Desemboque.
Destaques para o papagaio-galego (Alipiopisitta xanthops), papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta), corruíra-do-campo(Cistothorus platensis) e galito (Alectrurus tricolor), que apareceram logo no primeiro dia, sem nem mesmo termos entrado na área do parque.
Em breve, novas partes dessa fantástica aventura. Fiquem ligados!
Passarinhando com Flavia e Mônica
Enviado por admin, seg, 07/01/2013 - 14:39
Flavia Costa e Mônica Leme fizeram fotos e vídeos de raras espécies de aves na Serra da Canastra.
Durante os últimos dias de 2012 estive acompanhando as fotógrafas do Rio de Janeiro, Flavia Costa e Monica Leme em mais uma expedição fotográfica na parte alta do Parque Nacional da Serra da Canastra.
Conseguimos fazer excelentes fotos das curicacas(Theristicus caudatus), pousadas no chão, como nesta foto...
...E voando em grandes bandos, como neste flagrante.
Este jovem gavião-de-rabo-branco(Geranoaetus albicaldatus) também permitiu ótimas fotos de voo.
Foi uma aventura fantástica, marcada por grandes emoções. Afinal, cruzar cerca de 500 km a bordo de uma valente Toyota Bandeirante, vencendo os obstáculos diversos que as estradas da região apresentam nesta época do ano já é um desafio. Poder observar frágeis e ameaçadas formas de vida, adaptadas a um ambiente inóspito, torna a experiência ainda mais gratificante.
O caminheiro-grande, ave ameaçada e de difícil observação, permitiu excelentes fotos e vídeos
Em cinco dias de viagem, conseguimos registrar por foto ou vídeo oitenta espécies de aves diferentes. Algumas como o galito (Alectrurus tricolor), papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta), caminheiro-grande (Anthus nattereri), tico-tico-de-máscara-negra (Coriphaspiza melanoti), encontram-se em vulnerável estado de conservação, conforme lista da IUCN, com reais ameaças de desaparecerem, principalmente, pela perda de seu habitat natural, os campos nativos do Brasil Central. Outras, como o campainha-azul, a águia-cinzenta e o mocho-dos-banhados, impressionam por sua beleza e imponência.
Mônica e eu, à espera do diminuto papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta). Foto: Flavia Costa.

Além das aves, belas e selvagens paisagens, ornadas por plantas de colorido diverso, compuseram o cenário para o avistamento do tamanduá-bandeira levando seu filhote nas costas, e uma família de veados-campeiros que corriam livres pelos chapadões do zagaia.
Na canastra a luz é abundante, ampla e indireta, proporcionando uma atmosfera especial, como nesta foto dos pica-paus-do-campo (Colaptes campestris).
Valorizando as composições
Sempre gosto de experimentar diferentes formas de composições fotográficas. No entanto, na fotografia de natureza, principalmente em imagens de aves, existe uma tendência em cropar cada vez mais a foto, privilegiando um enquadramento que em muitos casos, mostra apenas a ave e nada mais. O resultado, na maioria das vezes, são fotos que pendem mais para o lado técnico/científico, que artístico. Nada contra, mas particularmente acho mais interessantes imagens que retratam o ambiente em quem a ave se insere, cono no caso deste campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens):
O enquadramento na vertical, o plano mais aberto, e o tratamento sem exagerar na saturação buscam retratar com mais fidelidade o tipo de ambiente que a espécie costuma habitar.
Nem sempre é preciso exagerar no crop para produzir uma foto bonita. Aproveitar elementos do ambiente pode ajudar em uma composição harmoniosa. Papa-moscas-de-costas-cinzentas (polistictus superciliaris).
Pintassilgo Channel
Flavia e Monica editam o Pintassilgo Channel , um canal no youtube onde divulgam vídeos produzidos durantes suas viagens fotográficas.
A viagem pela Canastra rendeu um vasto material, a partir do qual as meninas editaram este vídeo que documenta algumas das espécies ameaçadas de extinção que ainda sobrevivem no parque nacional, o resultado ficou ótimo! Confiram:
Belas e ameaçadas
Enviado por admin, qua, 05/12/2012 - 16:23
O campainha-azul, ave endêmica dos campos rupestres do Brasil, figura com o status de "quase ameçada" na lista da IUCN.
Neste finalzinho de novembro guiando os amigos Nelson Cabral e Jaime Cano, de Orlândia e Ribeirão Preto SP, tivemos o privilégio de observar algumas das jóias raras e ameaçadas de extinção que habitam os campos limpos do Parque Nacional da Serra da Canastra.
Essas aves são extremamente sensíveis a qualquer alteração no meio ambiente em que vivem, pois se especializaram ao longo de milhares de anos a sobreviver nos campos limpos com capim nativo. Infelizmente a agricultura avança impiedosa. No entorno do parque, aparecem cada vez mais lavouras de soja, milho, batata, pontos de mineração... e os campos nativos vão cedendo lugar às máquinas e a exploração humana. O Parque Nacional da Serra da Canastra constitui um reduto para essas espécies cujo habitat se encontra cada vez mais reduzido.
Caminheiro-grande (Anthus nattereri) espécie ameaçada de extinção e de difícil observação em outras épocas do ano.
Neste período do ano (outubro a dezembro) as aves ficam mais ativas, e se tornam maiores as chances de encontrar espécies incomuns em outras épocas, como o andarilho (Geosita poeciloptera), o caminheiro-grande (Antus nattereri), o galito (Alectrurus tricolor) e o tico-tico-de-máscara-negra (Coryphaspiza melanotis) todas listadas pela IUCN - International Union for Conservation of Nature, como ameaçadas de extinção.
Andarilho (Geositta poeciloptera) ameaçado de extinção, costuma pousar no topo de pedras e cupinzeiros, de onde executa voos de exibição com batidas de asas sincronizadas .
O tico-tico-de-máscara-negra, também ameaçado de extinção pela destruição dos campos limpos em que habita, é uma das mais simpáticas aves do parque.
Ver o voo singular do ameaçado galito ainda é um privilégio para poucos aventureiros dispostos a desbravar um de seus últimos redutos.
Típico das áreas de campos rupestres com pedras expostas e arbustos pequenos, o campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens) cujo macho ostenta um azul vibrande (caerulescens signfica "da cor do céu" em latim) figura na lista da IUCN como quase ameçada, e costuma aparecer pela manhã dos dias ensolarados, proporcionando oportunidade de belas fotografias.
Durante a reprodução o macho do campainha-azul canta em um poleiro próximo ao ninho para delimitar o território.
Ainda tivemos a sorte de encontrar um tamanduá-bandeira (Mymercophaga tridactyla) que não se importou com nossa aproximação e se deixou fotografar com muita calma.
Nelson e Jaime fotografam o tamanduá-bandeira em seu ambiente natural.
A minha foto do tamanduá, feita com uma nikon D40 e lente nikkor 18-200mm.
Vimos ainda um lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), uma raposa-do-campo (Pseudalopex vetulus) e um veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), que cruzou a estrada principal do parque bem na nossa frente.
O veado-campeiro cruzando calmamente a estrada parque.
Nelson e Jaime puderam constatar de perto toda a riqueza de vida selvagem protegida pelos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra.
Ao final da viagem, ainda encontramos este gavião-peneira (Elanus leucurus) caçando nos campos da parte alta do parque.
Da incerteza, ao triunfo!
Enviado por admin, sex, 21/09/2012 - 11:10
Daniel Santos, Rodolfo Eller, Luis Henrique, Daniel Esser, Guilherme Serpa, Paulo Couto e Ricardo Gagliardi fotografam o galito (Alectrurus tricolor) em uma área de campo nativo preservada no município de Sacramento MG.
Neste mês de setembro estive guiando os amigos Rodolfo Eller (Amigos das Aves e COA Sulfluminense), Ricardo Gagliardi, Guilherme Serpa (COA RJ), Daniel Esser, Daniel Santos, Paulo Couto e Luis Henrique (ECOAVIS MG) em uma expedição de quatro dias no entorno do Parque Nacional da Serra da Canastra, no município de Sacramento MG.
O azulão (Cyanoloxia brissonii) foi um dos primeiros a aparecer, e permitiu observá-lo enquanto se alimentava calmamente destas florzinhas.
Um grupo grande e heterogêneo, composto por pessoas de idades diversas, e com diferentes experiências na observação de pássaros, mas com um traço em comum: o amor pelas aves.
O Birdwatching é uma atividade que pode ser praticada por pessoas de todas as idades.
O papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops) também ofereceu ótimas oportunidades de fotografia
O passeio começou com incertezas: o Parque Nacional fechado devido aos incêndios que consumiram quase toda a área de preservação; as áreas de entorno também atingidas pelo fogo; um clima muito quente e seco contribuíam para que todos estivessem apreensivos, pois não sabíamos direito o que iríamos encontrar.
Felizmente Sacramento é um município imenso, que ainda conta com grandes fragmentos de campos nativos e matas preservadas, e foi nesses pontos que conseguimos encontrar a maioria das espécies que procurávamos.
Galito (Alectrurus tricolor), papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta), andarilho (Geositta leocoptera) e corruíra-do-campo (Cistothorus platensis) se refugiavam nessas áres livres das queimadas.
O pessoal fotografando o galito (Alectrurus tricolor).
Ricardo e Guilherme aproximam-se camuflados pelo capim nativo...
...Já o Daniel Esser usa uma estratégia diferente, esperando calmamente até que a ave venha até ele. E não é que deu certo?!
Enquanto Ricardo gravava o canto da corruíra-do-campo.
Seguindo o fogo, gaviões-caboclo e de rabo-branco (Geranoaetus albicaudatus) se aproveitavam das presas desnorteadas que fugiam das chamas devastadoras.
Do alto do céu, em formação, os gaviões-de-rabo-branco localizam as presas que fogem do fogo...
...Voando próximos às chamas, eles preparam o bote certeiro...
...E terminam por abater a presa indefesa. Nesta caso, um filhote de codorna-amarela (Nothura maculosa).
Apesar da dramaticidade, a ocasião se tornou propícia para excelentes fotografias, como esta do albicaudatus em voo.
Alimentando-se em uma carcaça encontramos um magestoso urubu-rei, que rendou ótimas fotos. Além de uma águia-chilena que inesperadamente passou voando baixinho, sem, contudo, oferecer oportunidade para fotografias.
O urubu-rei (Sarcoramphus papa) esteve por duas vezes visitando uma pequena carcaça na área de entorno do Parque.
Já no final da viagem, eu e o Paulo Couto resolvemos investigar uma pequena área de brejo, e qual não foi nossa surpresa ao encontrarmos um bando misto de Sporophilas, composto de dezenas de patativas e caboclinhos. Parecia que ilhadas pelo do fogo, as aves haviam se refugiado naquele pequeno brejinho.
No meio do bando, encontramos o escasso caboclinho-de-barriga-vermelha (Sporophila hypoxanta). Aí, tivemos de voltar conrrendo e chamar o resto da turma para fotografar! O bicho colaborou e deu oportunidade a todos de fazerem ótimos registros.
O caboclinho-de-barriga-vermelha (Sporophila hypoxanta) foi um belo achado já no finalzinho da expedição
No caminho, ainda encontramos uma fêmea de papa-moscas-canela (Polystictus pectoralis), um bicho muito raro e com pouquíssimos registros na região. O Paulo Couto foi o único que conseguiu registrá-lo.
O papa-moscas-canela, fotografado pelo Paulo Couto.
Daniel Santos, eu, Paulo Couto e Luis Henrique, fechando a viagem no interior da Gruta dos Palhares, em Sacramento MG. Foto: Daniel Santos.
Essa foi uma expedição memorável, marcada por lances emocionantes e cheia de surpresas até o último minuto. Uma viagem em que nos sentimos tristes, pelas cenas dramáticas e chocantes da devastação provocada pelos incêncios criminosos, mas ao mesmo tempo felizes, pela constatação de que exuberantes e ameaçadas formas de vida ainda teimam em se perpetuar, nos arredores da incomensurável Serra da Canastra.
Um "bate-volta" com direito ao lobo-guará
Enviado por admin, sex, 24/08/2012 - 20:23
Celso, Claudio e Julio: em um único dia observaram raras espécies de aves e mamíferos.
No último dia 18/08, acompanhei os amigos Julio Silveira, Celso Queiroz e Cláudio Frateschi em um passeio rápido pela Serra da Canastra. O grupo partira de Ribeirão Preto e faria um "bate-volta" de apenas um dia, com o objetivo de conehcer o parque e fotografar o maior número possível das espécies de aves da Canastra.

Maracanã-verdadeira fotografada nas primeiras horas da manhã no caminho para o Parque Nacional
Partimos de Sacramento as 5 da manhã, passando pela vila histórica do Desemboque, onde observamos vários casais de maracanãs-verdadeiras (Primolius maracana) e papagaios-galegos (Alipiopsitta xanthops) que renderam ótimas fotografias.

Psitacídeos como o papagaio-galego, são bastantes comuns na área de entorno do parque.
Já no Parque, em apenas um dia observamos e fotografamos: galito, cigarra-do-campo, guaracava-de-topete-uniforme, papa-moscas-do-campo, cochicho, joão-de-pau, bandoleta, canário-do-campo, tucano-de-bico-verde, gralha-cancã, jacuaçu, suiriri-cinzento, águia-chilena e urubu-rei. Além de diversas saíras, beija-flores, pintassilgos, papa-capins e outras aves mais comuns. Ouvimos o tapaculo-de-brasília, que se recusou a sair no limpo, e vimos uma pequena e misteriosa saracura, que o Julio, entusiasta dessa família, suspeita ser Pardirallus maculatus, o que seria um novo registro ornitológico para o parque e região.

Nesta época, o galito ainda não está com sua plumagem reprodutiva completamente formada, mas já rende belas fotografias.

A estratégia especial do Júlio, para conseguir se aproximar do diminuto galito
Mas a maior emoção da viagem foi o inusitado encontro com o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus). O maior canídeo nativo da América do Sul parece ser cada vez mais raro de ser observado no Parque Nacional da Serra da Canastra, e cada encontro com ele é sempre uma grata surpresa. Ainda neste dia, observamos uma raposa-do-campo, vários veados-campeiros e um tatu-pepa.

Com a lente 18-55, consegui fazer este sofrível registro, do cada vez mais esquivo, lobo-guará.
Foi uma aventura muito produtiva, cheia de surpresas e emoções, que apesar do cansaço, deixou nos participantes a certeza de terem presenciado um santuário natural, onde a vida silvestre teima em permanecer intocada, exuberante e bela, como no princípio dos tempos.
A fotografia de natureza levada a sério
Enviado por admin, sex, 24/08/2012 - 11:02
Neste mês de agosto, graças a uma indicação do amigo Geiser Trivelatto, pude acompanhar os fotógrafos Gustavo Pedro, Virgígino Sanches e Nei Oliveira em uma expedição fotográfica pela Serra da Canastra. O grupo pratica a fotografia de forma séria e responsável, e com extremo profissionalismo registraram as aves, as plantas,as paisagens e os mamíferos do parque.

Com a temperatura esquentando, as plantas do cerrado começam a preparar nova "roupagem", como o pau-santo, que ganha novas folhas de tons vermelhos.
Apesar dos fortes e incessantes ventos que caracterizam o mês de agosto, foi possível fotografar aves incomuns como o andarilho, o galito, papa-moscas-do-campo, cigarra-do-campo, patativa, casal de urubu-rei e águia-chilena planando juntos, além de outras inúmeras espécies comuns do bioma cerrado.

O voo planado da águia-chilena pode ser observado nas manhãs dos dias mais quentes

Gustavo Pedro fotografa o tamanduá-bandeira
Avistamos vários bichos como o tamanduá-bandeira, que em alguns casos permitiu grande aproximação, por estar se alimentando, e rendeu ótimas fotos, inclusive possibilitando documentar os hábitos alimentares da espécie.

Mesmo sem estar com a teleobjetiva, consegui fazer este interessante registro do tamanduá se alimentando do principal item de sua dieta: cupins
Durante a viagem encontramos mais de uma dezena de veados-campeiros, até mesmo uma fêmea com um filhote recém nascido, que o Virgínio conseguiu registrar.

Virgínio Sanches fotografando um casal de veados-campeiros

Nessa viagem, os veados estavam extremamente calmos, permitindo boas aproximações e propiciando registros inusitados como esse.
Fogo
Agosto é o mês do vento, e infelizmente, também do fogo. Logo no nosso primeiro dia, recebemos a notícia de que parte do parque estava em chamas.

Chega a ser assustadora a visão de toda aquela paisagem cheia de vida se transformando em carvão em minutos. Felizmente, depois de dois dias de trabalho intenso e grande mobilização, os brigadistas conseguiram controlar o incêndio criminoso.
Fica aqui nossa homenagem a esses verdadeiros heróis, homens e mulheres de coragem, cujo trabalho garante a preservação da vida e a manutenção das espécies em um bioma frágil e já extremamente ameaçado.
AFNatura
Gustavo Pedro é presidente da AFNatura - Associação dos Fotógrafos de Natureza, uma entidade sem fins lucrativos que reúne pessoas que acreditam na fotografia como instrumento de valorização, defesa e divulgação do ambiente natural. Defender a vida, proteger o ambiente e disseminar o respeito pela natureza são os propósitos da AFNatura.

Gustavo Pedro é presidente da AFnatura - Associação dos Fotógrafos de Natureza
Para nós fotógrafos, é um excelente meio de fortalecer a classe e aglutinar interesses, serviços, e informações relativas a atividade. Eu já me associei, e deixo a dica para quem pretende levar a fotografia mais a sério, ou mesmo para os entusiastas que veêm no tema uma preocupação maior do que realizar meros registros fotográficos.
acesse o site e conheça o projeto: www.afnatura.ogr.br

Virgínio e Gustavo fotografam nos intocados campos nativos da Serra da Canastra.

Gustavo, Nei e Virgínio: fotografia de natureza com profissionalismo.
Paixão de pai para filho
Enviado por admin, sab, 28/07/2012 - 10:36
Semana passada estive guiando o amigo Paulo Batista e seu filho Gabriel que desejavam conhecer as aves que habitam a Serra da Canastra. Paulo e Gabriel já conhecinham o parque e suas principais paisagens, mas ainda não o haviam visitado com foco em observar e fotografar aves.
Sob uma luz maravilhosa, vimos e fotografamos as grandiosas emas, que inusitadamente, estavam extremamente calmas nessa ocasião.
A Canastra é um dos maiores parques nacionais brasileiros, em sua paisagem predominam enormes áreas de campo aberto, onde, para quem não tem o olhar treinado, parece não haver muita diversidade de espécies. No entanto, essas áreas de capim nativo guardam preciosidades de nossa avifauna, grande parte ameaçada de extinção.
Gabriel e Paulo fotografam o diminuto papa-moscas-do-campo, camuflado em meio ao capim nativo.
Pudemos ver e fotografar cerca de 80 espécies, algumas raras e ameaçadas como o galito, tico-tico-de-máscara-negra, bandoleta e o mocho-dos-banhados.
Galito (Alectrurus tricolor), endemismo do cerrado que precisa de grandes áreas de capim nativo para sobreviver.

Ameaçado de extinção, o tico-tico-de-máscara-negra (Coryphaspiza melanotis) costuma aparecer nas primeiras horas da manhã, quando a luz fica ideal para se realizar ótimas fotografias.
Mas o melhor dessa viagem, foi poder constatar que a observação de aves é uma prática que encanta pessoas de todas as idades. Gabriel, de onze anos, assim como o pai, é um apaixonado por aves. Conhece as espécies, compara, analisa e estuda no wikiaves, com uma empolgação e alegria de nos deixar emocionados.
Durante esta viagem, vimos mais de uma dezena de veados-campeiros, que estavam muito calmos, permitindo grandes aproximações.

Gabriel representa a síntese de que a nova geração certamente está mais conciente e preocupada com as questões ambientais. Ver pai e filho fotografando aves nos chapadões da Canastra sob uma luz inigualável foi uma experiência marcante, cheia de beleza e poesia. Capaz de nos deixar mais otimistas e renovar a nossa fé e esperança quanto ao futuro da nossa biodiversidade.

Birdwatchers dinamarqueses em busca do pato-mergulhão
Enviado por admin, qui, 19/07/2012 - 13:51
Erik, Birth, Alessandro, Tina e Mad. Galera feliz depois de avistar o Mergus octosetaceus. Foto: Fred Crema.
Junto com o amigo Fred, da Maritaca Turismo, estivemos guiando um grupo de birdwatchers dinamarqueses que percorrem o Brasil contabilizando novos registros ornitológicos para suas life-lists.
Depois de visitarem destinos consagrados no Rio de Janeiro, Pantanal, Amazonas e o Parque Intervales no Estado de São Paulo, o grupo chegou à Canastra com um objetivo bem definido: ver o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus).
Não seria uma tarefa fácil, pois nesta época o pato está nidificando e seus hábitos tornam-se ainda mais reclusos. As baixas temperaturas e os frequentes nevoeiros característicos do mês de julho também contribuem para deixar os bichos em geral menos ativos.
No entanto, graças aos conhecimentos que temos adiquirido sobre os hábitos e o comportamento desta espécie, conseguimos encontrar um casal em uma gélida manhã, enquanto se aqueicam com os primeiros raios de sol que iluminavam as águas cristalinas do rio São Francisco.
Mad, Tina, Erik e Birth puderam contemplar, por mais de 20 minutos, o casal de patos-mergulhões que alternavam momentos de nado tranquilo nas águas frias, com períodos de descanso ao sol sobre as pedras espalhadas ao longo do rio.
O grupo pôde realizar ótimas fotografias, tendo a certeza de estarem compartilhando de um momento raro e mágico.

Como no momento eu não estava com a tele-objetiva, concentrei-me em contemplar a cena, e realizei apenas registros com a 18-55mm.

Como algumas partes do parque sofreram queimadas controladas, ficou fácil observar mamíferos como o veado-campeiro, que procuram essas áreas para se alimentar.
Outros destaques da viagem foram o papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta), galito (Alectrurus tricolor), tapaculo-de-brasília (Scytalopus novacapitalis), Caminheiro-zumbidor (Anthus lutescens), veado-campeiro e tamanduá-bandeira.

um bando de papa-moscas-do-campo apareceu e deu um show à parte, permitindo a realização de ótimas fotografias.
Visitar o Parque Nacional da Serra da Canastra é sempre uma ótima oportunidade para realizar grandes fotos de paisagem.
Quando a chuva é uma aliada
Enviado por admin, qui, 12/01/2012 - 21:06
Normalmente chuva não combina com fotografia e observação de aves. Dias chuvosos costumam ser sinônimo de tédio e espera para os fotógrafos e observadores ansiosos por raios de sol resplandecentes. No entanto, em certas situações a chuva pode ser tornar uma boa aliada na fotografia de natureza.
Durante os dias 7 a 11 de janeiro estive guiando o companheiro de WikiAves João Sergio Souza e seu tio José Saturnino em uma expedição fotográfica pelos chapadões naturais da Serra da Canastra.

O objetivo principal da viagem era observar e fotografar a águia-cinzenta (Urubitinga coronata) já que João Sérgio é um confesso admirador das aves de rapina, em especial das grandes e poderosas águias brasileiras, como a nossa gigante do cerrado.
Na região, a águia-cinzenta ocupa um território enorme composto por campos limpos e pelas diversas formas de cerrado ainda preservado no interior e entorno do Parque Nacional da Serra da Canastra. Nossa estratégia inicial visava percorrer este território averiguando os pontos comumente mais visitados pela cinzenta. Porém, diante do mau tempo que se abateu sobre a região, com dias seguidos de chuvas intermitentes, tivemos de mudar de estratégia e voltar nossa atenção para outras espécies não menos fascinantes que habitam a Serra da Canastra.
Usar velocidades de obturador altas com 1/800 ajuda a "congelar" as gotas d´água, criando um efeito bonito, como nesta foto.
Com o excesso de chuva os bichos se tornam preguiçosos, possivelmente as penas molhadas ficam mais pesadas dificultando o vôo, além disso a oferta de alimento deve diminur (já que a maioria das presas permancem entocadas) fazendo com que as aves economizem o máximo de energia, voando somente quando estritamente necessário. Foi aí que descobrimos uma boa oportunidade de nos aproximar de bichos normalmente muito ariscos e arredios. Nos breves momentos em que a chuva diminuia ou cessava, partíamos rumo aos chapadões ilimitados da serra da canastra.
José Saturnino (Tio Maninho) e João Sérgio no Chapadão da Zagaia.
Assim encontramos com uma facilidade incomum espécies de difícil visualização como o mocho-dos-banhados (Asio flammeus) e o Urubu-rei (Sarcohamphus papa). Outras como o gavião-peneira (Elanus leucurus) galito (Alectrurus tricolor), bandoleta (Cypsnagra hirundinacea) e a cigarra-do-campo (Neutrauphis fasciata) proporcinaram momentos de alegria e bons registros fotográficos.
O mocho-dos-banhados deu um show, nos encarando com seus olhos amarelos em rasantes vagarosos e onipotentes.
Vencer as estradas escorregadias, desviando dos buracos e rompendo imensas lagoas a bordo de uma valente toyota bandeirante tornou-se uma aventura inigualável. Contemplar o mocho-dos-banhados planando sob a chuva fina e olhar de perto o colorido exuberante do urubu-rei, deixou-nos com a sensação de vivenciar uma oportunidade rara, possivel de se concretizar somente nos mais molhados dos dias que compõe a estação chuvosa na Serra da Canastra.
O clima chuvoso é ideal para explorar o efeito preto-e-branco. João Sérgio e Maninho sob a chuva incessante na Serra da Canastra.
Retornamos da aventura trazendo recordações especiais, concretizadas em belas imagens e com um desafio já traçado: encontrar a águia-cinzenta, desta vez sob a poeira fina e os ventos congelantes que assolam os chapadões do Bugre e da Zagaia no mês de julho.
Os filhotes de galito, recém saídos do ninho, descobrem a vida nos campos exuberantes da Canastra.
Com as penas encharcadas pela chuva, o gavião-de-rabo-branco permitiu uma aproximação incomum em outras épocas.
Uma boa dica para os dias chuvosos é explorar o ambiente, aproveitando os pingos de chuva para compor a fotografia e criar uma atmosfera especial.
Feliz Natal, e um 2012 de grandes oportunidades e sucesso!
Enviado por admin, qui, 22/12/2011 - 13:52Mais 43 espécies para a Serra da Canastra
Enviado por admin, sab, 29/10/2011 - 18:43
Recentemente tive a satisfação de participar como co-autor de uma publicação científica que aumenta para 406 o número de espécies de aves documentadas para a região da Serra da Canastra.
A Serra da Canastra passa a ter sua lista de aves acrecidas de mais 43 espécies, com a publicação do artigo "Novos registros ornitológicos para a região da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil" no número 33 da prestigiada revista científica Cotinga, de circulação internacional.
De autoria de Rafael Bessa, Alessandro Abdala, Ricardo Parrini, Guy M. Kirwan, Leonardo Pimentel e Sávio Freire Bruno, o artigo apresenta registros até então não documentados para o Parque Nacional da Serra da Canastra e região de Sacramento MG.
Até a publicação deste trabalho, a região contava com 360 espécies documentadas, fruto do trabalho de pesquisadores pioneiros como B. C. Forrester e L. F. Silveira. Com as adendas apresentadas no artigo, este número subiu para 403 espécies, o que representa quase 50% de toda avifauna conhecida para o Estado de Minas Gerais, e ainda, um acréscimo de mais de 10% para a avifauna da Serra da Canastra.
Dentre as novas espécies registradas, nove são conhecidas por realizar deslocamentos sazonais (Harpagus diodon, Pluvialis dominica, Tringa solitaria, T. flavipes, Elaenia spectabilis, E. parvirostris, Progne subis, Sporophila ardesiaca e S. hypoxantha), duas representam novos registros para sua área de ocorrência conhecida (Pardirallus sanguinolentus, Muscipipra vetula) e o restante é composto por espécies autóctones, mas que provavelmente possuem baixa densidade na região.

O artigo apresenta registros raros como o primeiro registro de Anas bahamensis para o estado de Minas Gerais e o terceiro registro documentado para o estado do beija-flor bico-reto-azul (Heliomaster furcifer).
Além disso, três das quatro fotos que ilustram o artigo são de minha autoria: H. rectirostris, D. automnalis e F. albiventer. Recentemente (outubro de 2011) registrei um macho de Sporophila hypoxanta na parte alta do Parque, o que corrobora o registro de Rafael Bessa, realizado em 2008.
Os registros descritos no artigo foram obtidos em diversas saídas a campo realizadas entre 1999 e 2010 e segue a nomenclatura científica proposta pelo CBRO.

A região da Serra da Canastra foi considerada recentemente como uma das Áreas Importantes para a Conservação das Aves no Brasil (IBA, do inglês Important Bird Areas) pela BirdLife International (IBA MG153). Essas áreas se caracterizam pela presença de um grande número de aves ameaçadas, de distribuição restrita e endêmicas. Os recentes registros de espécies regionalmente ou globalmente ameaçadas como Crax fasciolata e Scytalopus iraiensis, respectivamente, associado à inclusão de espécies endêmicas do Cerrado (Hylocryptus rectirostris) e da Mata Atlântica (Hemitriccus nidipendulus), dois hotspots mundiais, reafirmam a importância desta área como Unidades de Conservação de proteção integral e reforçam a necessidade da continuidade dos estudos ornitológicos na região.
> Acesse o site da Neotropical Bird Club, que publica a revista Cotinga.
Foto Publicada na Revista Cães & Cia
Enviado por admin, qua, 19/10/2011 - 13:41
Neste mês de outubro tive uma foto publicada na edição nº 389 da revista Cães & Cia, de circulação nacional.
A imagem de uma fêmea de martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana) ilustra uma matéria muito interessante sobre aves pescadoras. Fiz a foto na Fazenda Mumbuca, município de Sacramento MG onde reside meu irmão Leandro. Os martim-pescadores alimentam-se de pequenos peixes, que eles caçam a partir de poleiros na vegetação à beira d'água de onde observam e localizam suas presas antes de mergulhar e capturá-las com o longo e poderoso bico.
A imagem foi realizada no momento em que o martim-pescador acabara de capturar um pequeno peixe em um lago existente na propriedade e preparava-se para devorá-lo.

A edição deste mês da Cães & Cia tras diversos artigos sobre animais de estimação, ecologia, além de dicas especiais no cuidado com seu pet. Vale a pena conferir!
Guiando biólogos pela Serra da Canastra e Sacramento MG
Enviado por admin, sex, 14/10/2011 - 15:50
Durante os dias 08, 09 e 10 de outubro de 2011 tive o prazer de acompanhar os biólogos Wagner Nogueira, Luciano Faria, Thiago Souza e Fernando Araújo em uma expedição fotográfica e de observação de vida silvestre no entorno e interior do Parque Nacional da Serra da Canastra.
Velhos conhecidos do ambiente virtual, este passeio foi também uma oportunidade de encontrar pessoalmente pessoas com quem trocamos informações frequentemente pela internet. Especialistas em aves, o foco dos biólogos estava em encontrar espécies de difícil observação como Taoniscus nanus, Nothura minor e Micropygia schomburgkii.

O Parque acabou de sofrer uma grande queimada e ainda se recupera com a chegada das primeiras chuvas da estação. Entretanto, a ausência do capim nativo facilita a observação de espécies que usam a vegetação rasteria como esconderijo. Vimos e ouvimos Nothura minor, Taoniscos nanus e Rhynchotus rufescens ocupando o mesmo espaço e vocalizando ao mesmo tempo, caracterizando uma sitação com certeza muito rara! Wagner e Luciano, conseguiram também gravar o canto da arisca saracura-do-campo (Micropygia schomburgkii).

Outro destaque do passeio ficou por conta do aparecimento de um macho de Sporophila hypoxanta, espécie de caboclinho extremanente rara, cuja população parece encontrar-se em declínio pela perda de seu habitat natural.

Foram dias de muita ação, com encontros emocionantes como a águia-chilena (Geranoteus melanoleucos) voando baixo, o tapaculo-de-brasília (Scytalopus novacapitalis) aparecendo a meio metro de distância, o casal de papa-moscas-de-costas-cinzentas (Polystictus superciliaris) cuidando de um ninho e o curiango-do-banhado (Hydropsalis anomala) e a imponente mocho-dos-banhados (Asio flammeus) nos surpreendendo em inesperados encontros noturnos.

Além das aves observamos mamíferos como veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), jaratataca (Conepatus semistriatus), raposa-do-campo (Pseudalopex vetulus) e até mesmo uma mamãe tamanduá (mymercophaga tridactyla) passeando calmamente com seu filhote nas costas.
Enfim, uma aventura fantástica, recheada de lances emocionantes, como só a Serra da Canastra sabe nos proporcionar.

O papa-moscas-de-costas-cinzentas (Polystictus superciliaris) pode ser observado nas áreas de campo rupestre, com presença de solo pedregoso

O papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta) anda sempre em grupos, e é preciso estar atento para observá-los, devido ao seu diminuto tamanho

Os andorinhões são muito frequentes nas partes mais altas do parque

Nas primeiras horas do crepúsculo, é possivel encontrar espécies raras como o curiango-do-banhado (Hydropsalis anomala).

Mamãe tamanduá (Mymercophaga tricactyla) leva com carinho sua cria nas costas
Foto vencedora do I Prêmio Jaguara de Fotografia 2011
Enviado por admin, qua, 05/10/2011 - 14:08
Hoje tive a feliz notícia de que uma foto minha foi a venceroa do 1º Lugar no I Prêmio Jaguara de Fotografia.
O concurso divulga o universo artístico-cultural regional, promovendo a arte da Fotografia e colaborando com a carreira de artistas emergentes. A curadoria ficou por conta do produtor cultural e fotógrafo Ernani Baraldi.
A imagem vencedora retrata uma andorinha-do-rio (Tachycineta albiventer) fotografada às margens do Rio Grande no momento em que observava o vôo de uma abelha indígena. Essas andorinhas são bem comuns na região e estão presentes por aqui durante quasto todo o ano. Fiz a foto quando percebi a andorinha pousada sobre um tronco já apodrecido, e ao que parece, o velho troco era a morada do inseto que não parava de voar em torno dele, como que tentando afugentar a ave. Usei uma velocidade alta para congelar o movimento e tive a sorte de fazer o registro bem no momento em que a andoria parecia "olhar" para a abelha.
O Parque Náutico de Jaguara tem se destacado na região como referência na promoção de projetos culturais e fomento turístico. Enfim, uma empresa preocupada com o desenvolvimento sustentável e com a valorização do ser humano e suas expressões artísticas/sociais. A a iniciativa de se realizar I Prêmio de Fotografia só vem confirmar esse fato.
Parabéns e obrigado a toda equipe do PNJ pela bela iniciativa!
Um encontro ao crepúsculo
Enviado por admin, sab, 10/09/2011 - 22:17Hoje ao voltar de uma expedição a um sítio arqueológico que guarda inscrições rupestres num dos mais remotos recônditos da Serra da Canastra, acabei encontrando este tamanduá-bandeira (Mymercophaga tridactyla) levando seu filhote nas costas.

Era a hora do crepúsculo, o sol já havia se posto e praticamente não havia mais luz. O bicho apareceu de repente, cruzando a estrada bem na nossa frente.
Consegui fazer apenas uma foto, com pouca nitidez e bastante ruído, mas fiquei feliz com o resultado, pois a imagem captou bem a atmosfera crepuscular, que é o momento preferido pelo tamanduá-bandeira para deixar seu esconderido e iniciar mais uma jornada noturna em busca de formigas e cunpis, seus alimentos prediletos.


Bichos do meu quintal: Capivara
Enviado por admin, qua, 06/07/2011 - 21:10Ontem ao voltar do trabalho, por volta das 20:00 h, percebi uma movimentação diferente do outro lado da rua em frente a minha casa, ao aproximar para ver do que se tratava me deparei com um grupo de capivaras que pastava tranquilamente junto a uma moita de capim navalha.
Minha casa fica de frente para o Ribeirão Borá, um caudaloso curso d´água que corta a cidade de Sacramento MG, em um local onde a mata ciliar ainda está bem preservada. Tenho observado por ali inusitadas espécies de animais, como tamanduá-bandeira, paca, lontra, tatu-galinha... além de diversos tipos de aves como saracura-três-potes, jacurutu, jacuaçu, fura-barreira, soldadinho... enfim, uma infinidade de espécies que a cada dia tem revelado novas surpresas.
Agora foi a vez dos maiores roedores do mundo, as capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) , ao notar a presença dos "visitantes" corri em casa e peguei a máquina, ainda em tempo de fazer o registro.
Como a escuridão era total, tive que fazer o foco meio "no chute" e usar um iso bastante elevado, o que comprometeu um pouco a qualidade da imagem...

Ao que parece trata-se de uma família composta por seis indivíduos, sendo dois adultos e quatro jovens... tomara que eles se estabelecam por ali!
Um blog dedicado aos pica-paus
Enviado por admin, sab, 02/07/2011 - 22:23Pica-paus constituem uma família espetacular e única de pássaros. Especialmente intrigante é o gênero Campephilus, encontrado somente nas Américas. A admiração e paixão por estas belas aves levou o biólogo Nova Yorquino Bill Benish a criar um blog dedicado exclusivamente a reunir informações sobre os pica-paus do gênero Campephilus. E Benish tem desempenhado um belo trabalho! No blog "Campephilus Woodpeckers - resources on a remarkable genus of birds", há um notável acervo sobre estes fantásticos pica-paus da América.

O gênero Campephilus, cujo significado é "amantes das larvas" está representado no Brasil por quatro espécies: pica-pau-de-barriga-preta (Campephilus leucopogon), pica-pau-de-topete-vermelho (Campephilus melanoleucos), pica-pau-de-barriga-vermelha (Campephilus rubricollis) e pica-pau-rei(Campephilus robustus). Em Sacramento podemos encontrar o pica-pau-de-topete-vermelho (Campephilus melanoleucos) e o pica-pau-rei (Campephilus robustus), que são sem dúvida duas das espécies mais exuberantes que podem ser observadas em território brasileiro.
Recentemente recebi um contato de Bill Benish solicitando permissão para publicar uma foto minha do Campephilus melanoleucus em seu blog. Senti-me honrado em contribuir com o belo trabalho de Bill e feliz com a possibilidade de divulgar Sacramento e uma espécie brasileira junto a um acervo tão bem construído como o organizado por Bill.
Fiz a foto em maio deste ano, na Fazenda Mumbuca-Sacramento MG, onde reside meu irmão Leandro. A luz natural filtrada pelas folhas das árvores e o fundo com flores silvestres desfocadas deram um tom especial a imagem, que combinou bem com as cores vibrantes do C. melanoleucos.
Além da imagem, Bill publicou também um pequeno texto, do qual segue a tradução:
"Apreciem uma das melhores fotos que eu já vi de um macho de pica-pau-de-topete-vermelho. É difícil imaginar cores, detalhes e iluminação melhores do que o que vemos aqui! Esta foto foi tirada em Sacramento MG - Brasil por Alesandro Abdala, um designer, fotógrafo e escritor publicado. Eu a postei aqui com sua permissão. Para ver mais das fotografias surpreendentemente belas de Alessandro, visite seu site aqui: www.alessandroabdala.com"
Confira o blog Campephilus Woodpeckers: http://www.cwoodpeckers.blogspot.com
A cachoeira e o gavião
Enviado por admin, sab, 19/02/2011 - 19:22A Cachoeira do Ernesto, além de ser um dos pontos turísticos mais interessantes de Sacramento constitui-se num ótimo local para a observação de aves.
Localiza-se no entorno do histórico povoado do Desemboque, numa área que ainda guarda grandes extensões de cerrado e campos nativos que são o habitat natural de espécies raras e ameaçadas de extinção.
Ao longo da trilha que leva à cachoeira já observei aves pouco comuns como o papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta), tico-tico-de-máscara-negra (Coryphaspiza melanotis), campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens), soldadinho (Antilophia galeata), entre outros.
Recentemente, acompanhado do biólogo Prof. Carlos Alberto Cerchi, pernoitei na Fazenda Olhos d´água que dá acesso à cachoeira. Acordamos bem cedinho e fomos mergulhar nas águas frias e cristalinas do ribeirão João Inácio, afluente do rio Araguari. Logo no início da trilha, de onde se pode avistar a parte alta da cachoeira, encontramos um gavião-caboclo (Heterospizias meridionalis) pousado imponente sobre uma árvore de pau-santo (Kielmeyera coriacea).

Embora seja uma espécie comum, trata-se de um majestoso gavião, e é sempre bom vê-lo livre nos campos gerais do interior do Brasil. Do alto da árvore ele inspencionava toda a paisagem, soberano e confiante como os gaviões sabem ser. Fiz o registro aproveitando a composição com a cachoeira ao fundo, o que conferiu maior profundidade à foto, além de dar uma idéia do habitat da espécie e da maneira como ela se comporta, porque não dizer, como uma verdadeira "guardiã" daquele mágico cenário.
Feliz Natal da Revista Destaque IN
Enviado por admin, ter, 21/12/2010 - 13:42A Revista Destaque In tem muita história para contar. Afinal são 15 anos de circulação ininterrupta trazendo conteúdos de formação cultural para Sacramento e região.
História, literatura, política e ecologia são temas recorrentes em suas páginas, fruto da colaboração de escritores, jornalistas, anunciantes e assinantes que tornam possível a manutenção desse projeto cujo principal objetivo é a inclusão cultural.
Aos amigos, anunciantes e assinantes nosso muito obrigado pela parceria em 2010.
Que sejamos sempre DESTAQUE! E que em 2011 continuemos a escrever juntos a nossa História.
Um Natal de Paz e muitas conquistas no Ano Novo!
Berto, Alessandro, Maria e Ana Lúcia.
Equipe da Revista Destaque IN
Mais um trabalho publicado
Enviado por admin, seg, 20/12/2010 - 16:23Neste final de ano consegui aprovar e publicar mais um projeto, um calendário para o ano de 2011 desenvolvido para a Câmara Municipal de Sacramento MG, cujo tema retratado é o histórico povoado de Desemboque Minas Gerais.
O trabalho traz 12 imagens que mosram o patrimônio histórico, as belezas naturais e a gente de Desemboque.
Além das imagens, textos descrevem um pouco da história surreal desse importante núcleo de povoação do Brasil Central.
O objetivo do trabalho é divulgar e tornar conhecida a história e a riqueza natural que representa Desemboque, além de valorizar aspectos de sua cultura e sua gente. Dessa forma, espero que essa publicação contribuia com a formação de uma conciência de maior valorização e respeito pelos nossos patrimônios históricos, culturais e naturais.
Veja a íntegra do Calendário Desemboque 2011 aqui:
http://www.alessandroabdala.com/site/galeria/calend%C3%A1rio-desemboque-...















































































































